“Se não fosse a constituição da SAD, o clube só teria futebol de formação”

Em entrevista ao JM-Madeira o Presidente do C.D. Portosantense destacou a importância da SAD, que assegura o futebol sénior. Actualmente num processo de reorganização do Clube, Vítor Menezes acredita na subida de divisão, apesar dos 10 pontos de distância do líder. 

Em reorganização depois da criação da Sociedade Anónima Desportiva (SAD), querendo sempre “mais e melhor”, é o ponto de situação do Portosantense, segundo o presidente, Vítor Menezes.
“Estamos neste momento a reorganizar o clube, limando algumas arestas da SAD”, começou por di- zer.

Aliás, a constituição da SAD, liderada por Martin Apugo, foi uma mais-valia. “Se não fosse a
constituição da SAD, o clube só teria futebol de formação. Não seria possível manter uma equipa de seniores só com subvenção pública”, referiu em declarações ao JM. Com os subsídios em dia por parte da Direção Regional da Juventude e Desporto, o presidente do Portosantense referiu que os mesmos “estão melhores”, em termos de celeridade dos respetivos pagamentos, mas deixou um reparo.
Com a subvenção pública situada em “30 mil euros”, o clube sofreu um corte na ordem dos 78 mil euros nos últimos dois anos, passando de 108 mil euros para os atuais 30 mil. 
“Temos a noção de que cada vez mais as subvenções serão mais reduzidas, mas um corte de 78 mil euros em dois anos é claro que prejudica qualquer clube”, explicou.

Relativamente aos principais encargos, o clube gasta muito em “eletricidade e água”, tendo algumas dívidas por saldar, mas sem revelar o valor das mesmas.
Dando primazia à formação e à profissionalização do futebol, a cargo da SAD, o Portosantense espera colher frutos da formação dentro de “três ou quatro anos”, fomentando todos os escalões de formação, à exceção dos juniores, pois muitos jovens saem do Porto Santo para prosseguir estudos ou a sua vida noutras paragens.

Por último, o Portosantense, como se sabe, assumiu a subida de divisão como objetivo, mas atualmente está no 10.º lugar, a 10 pontos do líder Pontassolense, que soma 20 pontos.
Na visão do dirigente, a classificação “não reflete o valor da equipa”, vincando que o plantel tem novo treinador e irá trabalhar para inverter essa situação. “Queremos ganhar os nossos jogos e ainda temos esperança que consigamos o objetivo, porque ainda temos confrontos com con- correntes diretos”, explicou o dirigente.

VOLEIBOL É ‘PROJETO’ PARA O FUTURO
Com cerca de 120 atletas, do futebol e do golfe, o Portosantense deseja no futuro abrir a modalidade de voleibol. Questionado sobre se existiria espaço para o surgimento de novas modalidades, o presidente abordou a questão com prudência, mas deixou o desejo de abrir o voleibol no Porto Santo, referindo, no entanto, que as questões de logística prejudicam um pouco o surgimento de novas modalidades na ilha. 
“Gostávamos de abrir novas modalidades, claro, mas as questões logísticas por vezes condicionam. Mas gostava de abrir o vólei, mas temos que ver se a própria população corresponde a isso”, explicou Vítor Menezes, abordando a questão com prudência.
No entanto, o presidente do Portosantense referiu já alguns contactos com a Associação de Voleibol Regional, estudando assim a hipótese de o clube potenciar uma equipa de voleibol, aumentando o ecletismo da coletividade, condicionada por vezes pela insularidade.

Recortes de Imprensa // PRESS
Edição Impressa – JM-Madeira / Secção Desporto
20/01/2018 – Pág. 33.